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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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EMISSÕES DOS POLUENTES DOS COMBUSTÍVEIS: NOVA LEI COMUNITÁRIA ENTRA EM VIGOR DIA 31

Mäyjo, 28.12.16

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O último dia do ano será o primeiro na adopção dos novos limites nacionais para as emissões dos poluentes dos combustíveis na União Europeia. A directiva comunitária vai obrigar Portugal a reduzir drasticamente as emissões dos cinco principais poluentes.

 

Estabelecendo metas para os Estados-membros, face aos valores de 2005, a nova lei comunitária fixa novos limites máximos anuais de emissão para cada país relativamente aos cinco principais poluentes.

De acordo com as novas normas, Portugal terá que reduzir, face aos valores de 2005, as emissões de dióxido de enxofre (SO2) em 63% entre 2020 e 2029 e 77% a partir de 2030, de óxidos de azoto (NOx) em, respectivamente, 36% e 71%, amoníaco (NH3) em 7% e 16% e de metano (CH4) em 70% e 29%, respetivamente, nos combustíveis vendidos.

Os compostos orgânicos voláteis não-metânicos (NMVOC), também terão de ser reduzidos. Em Portugal será necessário cortar 18% nas emissões entre 2020 e 2029 e 46% a partir de 2030, enquanto nas emissões de partículas finas (PM2,5), a reduções estipuladas são em 15% e em 70%, respetivamente.

Os compromissos de redução para 2020 são idênticos aos já acordados pelos Estados-membros a nível internacional aquando da revisão do Protocolo de Gotemburgo em 2012. Já os compromissos para 2030 exigem reduções ainda maiores. A Comissão Europeia acredita que estas medidas ajudarão a reduzir as concentrações de gases poluentes em toda a Europa.

Foto: alex silvera / Creative Commons 

EMPRESA CANADIANA TRANSFORMA SOFÁS VELHOS EM BIOCOMBUSTÍVEL

Mäyjo, 26.06.15

Empresa canadiana transforma sofás velhos em biocombustível

As lixeiras no Canadá são exatamente como em Portugal: sapatos, sofás, electrodomésticos, mobiliário e tudo o que se possa imaginar. A maior parte destes itens não são passíveis de reciclagem e o seu futuro quase certo é permanecer durante vários anos no aterro. Contudo, o lixo do aterro de Edmonton vai ter um destino diferente.

Durante este mês, estes detritos vão ser transformados em biocombustíveis pela Enerkem, uma empresa que desenvolveu uma tecnologia que permite transformar sofás e roupas usadas em fontes de energia renovável. “Utilizamos calor e pressão para decompor os materiais que habitualmente acabam nas lixeiras”, explica o presidente-executivo da Enerkem, Vincent Chornet. “Posteriormente, transformamo-los em etanol e metanol. No total, o processo de transformação desde o estádio de lixo até à produção do produto final demora cerca de quatro minutos”, explica.

A tecnologia desenvolvida por esta empresa, pode ser aplicada a 15 categorias de lixo a elevadas temperaturas, produz energia renovável, químicos para plástico e etanol para os carros, refere o Guardian.

A Enerkem tem um contrato com a cidade canadiana de Edmonton para o tratamento do lixo até agora não reciclável, que inclui o tratamento de 100 mil toneladas de resíduos anuais ao longo dos próximos 25 anos. De acordo com a empresa canadiana, o novo contrato vai gerar 138 milhões de litros de etanol por ano, o suficiente para alimentar 400 mil carros que utilizem uma mistura com 5% de etanol.

Apesar de parecer um truque de magia que envolve lixo e combustíveis renováveis, o processo de reciclagem é o resultado de 10 anos de testes efectuados pela Enerkem, detentora da patente por detrás da tecnologia.

AUDI CRIA COMBUSTÍVEL NÃO POLUENTE FEITO A PARTIR DE AR E ÁGUA

Mäyjo, 03.05.15

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“E-diesel” é o nome do novo combustível que poderá vir a revolucionar a indústria do automóvel como também ditar o fim dos combustíveis fósseis. Está a ser produzido pela Audi, na Alemanha, e é feito de forma sintética a partir de hidrogénio, retirado da água, e de dióxido de carbono (CO2), extraído do ar. Além disso, é amigo do ambiente, pois não polui a atmosfera.

O novo combustível, que está a ser desenvolvido numa fábrica de Dresden, resulta de um programa experimental da Audi, fabricante automóvel do grupo Volkswagen, em parceria com a empresa de energias alternativas Sunfire, escreve o Daily Mail.

O combustível é obtido através da separação do hidrogénio e oxigénio do vapor de água. O hidrogénio é depois colocado em reactores sob alta pressão e temperatura juntamente com o dióxido de carbono – nos testes iniciais o CO2 foi fornecido através do gás natural, mas os investigadores afirmam que conseguem retirá-lo da atmosfera. O produto resultante é um líquido sintético, designado de “crude azul”, que, tal como o petróleo, pode ser refinado numa espécie de biodiesel.

“Ao desenvolvermos o e-diesel estamos a promover outro combustível baseado no CO2 que permitirá uma mobilidade de longa distância com praticamente nenhum impacto no clima. Usar CO2 como matéria-prima representa uma oportunidade não só para a indústria automóvel na Alemanha, mas também para transferir o princípio para outros sectores e países”, indica o responsável pelo desenvolvimento de produtos sustentáveis da Audi, Reiner Mangold, cita o site da marca alemã.

O maior problema do novo combustível prende-se com a quantidade de produção. A fábrica de Dresden onde o combustível está a ser desenvolvido tem apenas capacidade para produzir três mil litros nos próximos meses, daí que a sua viabilidade comercial possa ainda demorar.

Ainda assim, o próprio Governo alemão mostrou-se já agradado com o cenário que o novo combustível poderá criar. “Se conseguirmos difundir o uso de CO2 como matéria-prima, vamos fazer uma contribuição crucial para a protecção do clima e para o uso eficiente de recursos, bem como colocar em marcha os fundamentos da economia verde”, afirmou a ministra da Educação e Investigação, Johanna Wanka. A ministra teve até já o direito de abastecer o seu Audi A8 3.0 TDI com os primeiros cinco litros de e-diesel desenvolvidos pela fábrica de Dresden.

 Fotos: Audi

Camião do lixo híbrido, ecológico e silencioso já circula em Cascais

Mäyjo, 21.10.13

Camião do lixo híbrido, ecológico e silencioso já circula em Cascais (com VÍDEO)

 

Depois de um período de testes em Cascais, Lisboa e Porto, a Auto Sueco – representante da Volvo em Portugal – colocou o seu primeiro camião do lixo híbrido no concelho cascalense. O camião arranca a diesel mas rapidamente passa para o sistema eléctrico, o que o torna, inclusive, despercebido nas ruas por onde circula. Isto apesar das suas 14 toneladas.

“É o primeiro camião do lixo híbrido que colocamos em Portugal. Consome muito menos combustível, poluí menos o ambiente e é silencioso”, explicou ao Economia Verde Carlos Feliciano, director comercial do grupo Auto Sueco.

O camião pode ser visto nas ruas do concelho de Cascais. “A tecnologia híbrida chegou ao sector dos camiões, finalmente conseguiu-se perceber-se a energia eléctrica associada a este tipo de utilização”, continua Carlos Feliciano.

A condução eléctrica é assegurada por 14 baterias, sendo o sistema automático e recarregável enquanto se circula.

Segundo Luís Capão, administrador-executivo da Cascais Ambiente, o concelho gasta cerca de 400 mil litros de combustível por ano na recolha de lixo – entre €5 e €6 milhões por ano. O novo camião garante uma redução de 30% no consumo de combustível e metade da poluição sonora.

De acordo com Carlos Feliciano, o camião paga-se em três ou quatro anos. A partir daí, as poupanças são crescentes.

 

in: Green Savers

Combustível automóvel com metano de aterros sanitários já está à venda

Mäyjo, 20.10.13

Combustível automóvel com metano de aterros sanitários já está à venda

 

A californiana Clean Energy Fuels acaba de anunciar que começou a vender combustível para automóveis feito de metano extraído de aterros sanitários. A empresa espera vender este ano, na Califórnia, 57 milhões de litros de combustível a 40 postos de abastecimento, bem como a uma base de clientes que inclui a SuperShuttle e a Hertz.

O principal benefício do metano com origem em aterros sanitários é que não obriga à perfuração e devastação dos solos – logo, não potencia a ocorrência de contaminação de rios ou terramotos inesperados causados pela actividade. Para além disso, este combustível pode ser degradado de forma 90% mais limpa do que o diesel, segundo o CEO da Clean Energy.

A remoção do gás metano dos aterros é importante para a redução do seu impacto na natureza – o metano é a segunda fonte mais comum de emissões de gases com efeito de estufa produzidas pelo Homem e os aterros sanitários são a terceira maior fonte. Devido à sua origem, o gás é considerado uma fonte de energia renovável.

Há vários anos que estão a ser desenvolvidos métodos de captura deste metano – para servir como combustível aos transportes e como electricidade – mas parece ser uma surpresa para os especialistas da indústria ver o biogás desenvolvido como combustível disponível comercialmente tão rapidamente. Muitos não esperavam que chegasse ao mercado ainda nesta década.

Apesar de o gás ser relativamente caro de produzir, os actuais incentivos da Califórnia permitem à Clean Energy Fuels vender este combustível aproximadamente pelo mesmo preço do que o gás natural convencional e por muito menos do que o diesel, assegura o Inhabitat. As credenciais ambientais servem como um ponto de venda para os proprietários de grandes frotas que já passaram a utilizar veículos movidos a gás natural, mas que estão à procura de um combustível que seja mais amigo do ambiente.

Utilizar o gás que escapa da podridão do lixo para mover os nossos carros podem parecer estranho num primeiro momento, mas é certamente muito melhor do que injectar uma fórmula secreta de produtos químicos na terra para criar “energia verde”.

 

in: Green Savers